PaaS ou IaaS: Prefira ambientes híbridos

Estou super empolgado. O Google acabou de anunciar, dia 25 de março, as “Managed VMs” (http://goo.gl/yv1w6F), confirmando o que eu acredito e já digo há algum tempo: a PaaS não morreu e deve ser uma peça importante da sua estratégia de arquitetura. A consideração crucial deve ser que a plataforma *não* vai atender a todas as suas necessidades, mas em vez de descartá-la por causa disso, você tem que planejar uma solução híbrida na nuvem, usando tanto PaaS quanto IaaS.

Veja bem: não há nada de errado com PaaS

As diretrizes gerais para essa abordagem são:

1) Use PaaS o máximo que puder. Idealmente, ela deve controlar todos os HTTP requests dos usuários finais, mantendo o uso do IaaS para tarefas de backend. Lembre-se: você definitivamente deve tirar vantagem da escalabilidade facilitada pela plataforma.

2) Se possível, tente criar um MVP (mínimo produto viável) que possa ser entregue usando apenas os recursos disponibilizados pela plataforma. Fazendo isso, você terá um melhor time-to-market, diminuindo os riscos e custos.

3) Tenha em mente que você precisará usar a flexibilidade da infraestrutura em algum momento. Tudo bem! Projete um mecanismo que permita com que todos os seus servidores se comuniquem com a plataforma. Recomendo o uso de filas para isso (exemplo: Task Queues). Falando nisso, obrigado, Google, por resolver este problema para nós!

4) Comunique-se de maneira assíncrona sempre que possível.

5) Só mais uma coisa: quando precisar de algo que a plataforma não oferece, antes de correr para IaaS para resolver o problema, certifique-se de que não há outras companhias oferecendo esse recurso como um serviço / APIs. Por exemplo: você não tem que desenvolver um recurso de decodificação de vídeo em cima da sua distribuição do Linux só porque a plataforma não fornece esse serviço. Há ótimos serviços de codificação de vídeo disponíveis para uso.

Estou ansioso para testar essas Managed VMs, bem empolgado. Vida longa aos ambientes PaaS, IaaS e ambientes híbridos!

Não há nada de errado com PaaS!

Acabo de ler o artigo da InfoQ “What is going on with PaaS?“. Em resumo, ele comenta que PaaS está sendo adotada em um ritmo bastante lento e disserta sobre as possíveis razões pelas quais esse tipo de serviço está falhando e perdendo espaço para IaaS. Segundo o autor, as razões principais são: mensagem de marketing confusa, falta de maturidade e limitações das plataformas. Embora eu entenda os pontos mencionados, eu enxergo de maneira diferente e discordo de alguns argumentos listados.

Vamos lá… deixa eu comentar o óbvio aqui: PaaS é uma plataforma. Juro que algum dia eu vou escrever um artigo denominado “O Dilema das Plataformas”. Toda vez que eu vejo um desenvolvedor e/ou gerente lidando com plataformas (e não falo apenas de plataformas cloud, mas plataformas de software de maneira geral), é sempre a mesma velha história: “é limitado”, “nós compramos essa plataforma para sermos mais produtivos, está acontecendo o contrário”, “não é flexível”, “nós não sabemos como trabalhar com essa plataforma”, “deveria estar me ajudando mas está me deixando louco!” etc. Isso acontece quando desenvolvedores .Net começam a trabalhar com Sharepoint, ou desenvolvedores PHP com Drupal… e logicamente quando engenheiros de computação mudam de abordagens tradicionais de servidores para plataformas como o Google App Engine ou Force.com.

A questão aqui é: adotar uma plataforma é sempre balancear prós e contras. Abre-se mão de flexibilidade para ter outros benefícios, na maioria das vezes produtividade, time-to-market ou menor custo. Não saber lidar com os contras da plataforma vai sempre levar para soluções mais caras, lentas e custosas. Pronto: temos o dilema montado! Desista de utilizar apenas PaaS em 100% das suas aplicações. Via de regra, vai ser necessário usar IaaS em algum ponto, criando uma arquitetura híbrida. Dito isso, em minha opinião, PaaS vai sempre ter limitações e IaaS vai – pelo menos nos próximos anos – crescer numa velocidade superior. E isso é completamente normal! Não significa que tem algo errado com PaaS. Existe algo errado com Sharepoint ou Drupal porque temos muito mais projetos usando .Net ou PHP do que as respectivas plataformas?

Sobre “mensagem de marketing confusa”, eu devo concordar com o autor, mas acrescento que a expressão “cloud computing” é vaporosa (desculpem o trocadilho) para dizer o mínimo. De novo, perfeitamente normal o mundo corporativo entender IaaS (“se funciona no seu servidor, vai funcionar na nuvem”) do que PaaS. E é menos arriscado adotar computação nas nuvens começando por aí, apenas movendo servidores físicos para arquiteturas equivalentes na AWS, por exemplo. Como eu disse antes, nada de errado com PaaS aqui, demora um tempo para termos uma mudança de paradigma e cultura incorporado pelas empresas, algo mais disruptivo.

Finalmente, como desenvolver e arquiteto de software, eu vejo apenas “componentes cloud” que podem e devem ser projetados da melhor maneira possível para criar coisas incríveis com tecnologia. Isso inclui ambientes de execução super escaláveis como PaaS, clusters Hadoop gerenciados, bancos de dados replicados (SQL ou No-SQL), streams para processamentos de eventos em realtime e por aí vai, tudo na nuvem. O menu está disponível e acredito que devemos utilizar o que há de melhor para construir a nossa aplicação, com foco em atender requisitos funcionais e não-funcionais. É IaaS? É PaaS? É blablabla-as-a-service? Não importa! Quer saber? Continuo achando que arquiteturas híbridas vão imperar no curto / médio prazo.

PaaS / IaaS: Hybrid environments FTW!

I’m so happy right now! Google just announced on March 25th the “Managed VMs” (http://goo.gl/yv1w6F), confirming what I truly believe and have been saying for a while: PaaS is not dead and it should be a very important piece on your architectural strategy. The key aspect to consider here is that the platform will NOT address all your needs, but instead of discarding it because of that, you should design a hybrid cloud solution, using both PaaS and IaaS.

See: There is nothing wrong with PaaS (http://goo.gl/NWrBmf)

The general guidelines for this approach are:

1) Use PaaS as much as you can. Ideally, it should handle all the HTTP requests coming from end-users, keeping the IaaS usage for backend workloads. Remember: you definitely want to take advantage of the effortless scalability provided by the platform.

2) If possible, try to create a MVP (minimum viable product) that can be delivered using only the capabilities provided by the platform. Doing that, you will have a much better time-to-market, lower your risks and costs.

3) Keep in mind that you will need to use the flexibility of the infrastructure at some point. That’s fine! Design a mechanism to allow your servers to communicate with the platform. Task queues are a great choice! By the way, thank you Google for solving this problem for us.

4) Communicate asynchronously as much as you can.

5) Just one more thing: before jumping into IaaS to solve a specific problem, be sure that there are no other companies offering this capability as a service. For example: you don’t need to develop a video encoding feature on the top of your favorite Linux flavor just because the platform doesn’t provide such service to you. There are several great video encoding services out there you can use.

I look forward to testing this Managed VMs, really excited about it. Long live PaaS, IaaS and Hybrid environments!

Cheers, Daniel Viveiros

There is nothing going wrong with PaaS!

I just read the InfoQ article “What is going on with PaaS?“. In a nutshell, it says that PaaS is being adopted in a very slow pace and enumerates the reasons why it  is “failing” or at least losing space to IaaS vendors. The main reasons, according to the author, are: Confusing marketing message, Lack of maturity and Limitations. Although I understand his main points, I have a different point of view and I disagree with some arguments there.

First, I want to state the obvious: PaaS is a platform. Someday, I will write a post entitled “The Platform Dilemma”. Every time I see developers and/or managers dealing with platforms (and I’m not just talking about cloud platforms, but software platforms as well), it’s always the same old story: “it’s limited“, “we bought it to be more productive, but it’s working otherwise“, “it’s not flexible“, “we don’t know how to work with that!“, “it should be helping me but it’s driving me crazy!” etc. That happens when .Net developers start working with Sharepoint, PHP developers with Drupal and also when traditional computer engineers move to PaaS environments, like Google App Engine or Force.com.

The point here is: adopting a platform is always a tradeoff. You give up on some flexibility to get other benefits, most of the time productivity, time-to-market or lower costs. PaaS falls into that dilemma. You should not use it in 100% of your applications. You may even create hybrid architectures taking advantages of both worlds, together with IaaS. That said, in my opinion, PaaS will always have limitations and IaaS will – at least in the next few years – grow in a faster pace than PaaS. And it’s completely normal! It doesn’t mean that there is something wrong with PaaS. Is there anything wrong with Sharepoint or Drupal because we have many more projects using .Net or PHP than the related platforms?

Regard the “confusing marketing message”, I actually agree with that but I don’t blame PaaS for that, but the messy buzzword “cloud computing” in general. And again, I think it’s totally normal that the enterprise world gets a better understanding on what is IaaS (“a regular server in the cloud, if it works here in our datacenter, it’s going to work there”) than what is PaaS. And it also looks less risky jumping to the cloud by just moving from physical servers or traditional data centers to equivalent architectures inside AWS, for example. As I said before, there is nothing going wrong with PaaS, it takes time to shift an enterprise mindset and culture towards a more disruptive approach.

Finally, as a software architect, I see “cloud components” that can be assembled into a great architecture to build amazing things. That includes scalable runtime environments (aka PaaS), managed hadoop clusters, replicated database (SQL or No-SQL), highly scalable data warehouses and so on, everything in the cloud. The menu is open and I want to be free to choose the ingredients better suited to my challenge. It may sounds complex (and it is), but the final decision of which components I should use to tackle both functional and non-functional requirements must be made to deliver business value. Is it IaaS? Is it PaaS? Is it bla-bla-bla-aaS? Doesn’t matter! You know what? It’s probably going to be a best-of-breed of all the above.