GCP: qual abordagem de armazenamento devo usar?

Trabalhando em clientes que usam Google Cloud Platform (GCP), uma das perguntas mais frequentes que ouço e participo de discussões é: qual a melhor tecnologia de armazenamento para utilizar em determinada situação? A plataforma oferece várias e muitas vezes é complicado tomar essa decisão:

  1. Datastore
  2. GCS
  3. Firebase (realtime database e storage)
  4. Spanner
  5. BigQuery
  6. CloudSQL
  7. Big Table
  8. Qq coisa rodando no GCE
  9. Etc…

E aí? A Google essa semana fez um favor de dar um guia para isso que acho bastante útil. Ela publicou essa foto aqui.

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Não precisa ser levado a ferro e fogo, mas certamente dá uma direção para saber o que usar e – principalmente – o que não usar. Por exemplo: lendo o diagrama acima, vc acha uma boa idéia usar o BigQuery para workloads não-analiticos? Ou o Spanner para analíticos? Não é impossível, mas ao trilhar esse caminho saiba que vocês está nadando contra a maré, cuidado.

Abraços!

Google e Enterprise: deu “match”?

Na semana passada aconteceu em São Francisco o evento Google NEXT 2017: principal evento da plataforma de cloud computing da Google do ano. Algumas coisas me chamaram atenção: o tamanho do evento (maior que o Google IO), a abrangência da oferta – que agora inclui também o G Suite e, principalmente, o clima enterprise do evento, contrastando com todas as edições de qualquer evento que seja da gigante da internet.

Parece que realmente a Diane Greene está conseguindo mudar a cultura da empresa. Os Googlers já não usam mais calças jeans desbotadas e camisetas coloridas… usam camisas, blazers e calças sociais. O palco dos keynotes foram recheados de empresas, clientes ou parceiras, que demostravam seus cases e fortalecimento do ecossistema. Algumas verdadeiramente surpreendentes: como SAP (parceria para a plataforma cloud, incluindo o Hana) e HSBC (cliente para processamento de dados na nuvem). Andando pelo meio da audiência, muitos clientes e prospects fazendo networking, contrastando com os já tradicionais developers apaixonados.

Sobre os developers, muita reclamação e rancor aparecendo nos fóruns e redes sociais. Tudo começou há algumas semanas com o lançamento do Cloud Spanner. O preço inicial (pouco mais de 700 dólares / mês) deixou a comunidade de desenvolvedores independentes e startups indignados pelo “alto valor”. Coloco entre aspas pois para contratos corporativos isso não é absolutamente nada. O keynote gerou críticas fortes nos fóruns que participo, todos se sentindo traídos por esse novo Google.

É isso, deu match. Finalmente começou o relacionamento da Google com o mundo enterprise. Pessoalmente, eu parabenizo a empresa pelo movimento. Acho que existe espaço para trabalhar ambos os mercados e, no final do dia, alguém precisa pagar o almoço. Sem um movimento nesse sentido, os espaços seriam engulidos por AWS, Microsoft e talvez IBM, e talvez a Google fosse forçada a fazer o que sempre fez e que sempre gerou críticas de todos: descontinuar os produtos. Vida longa ao GCP no enterprise!

From idea to market in less than 6 months

Hi,

This is my presentation on GCP Next 2016. In this presentation I talk about how CI&T created a new product using Google Cloud Platform in less than 6 months. I explain how we got the vision, the challenges we went through and how we made every decision based on business needs. We are using Google App Engine, Compute Engine, Pub-sub and several other GCP products to build Smart Canvas.

Hope you like it!

Cheers,
Daniel V.

Firebase e Google Cloud Platform: Apresentação e Demo

Acabo de apresentar no Google Developer Summit 2015 uma live demo envolvendo Firebase e Google Cloud Platform. Para quem está aqui, espero que tenha gostado! Para os que não puderam estar aqui, segue abaixo o link a apresentação e os links do GitHub para o código da demo. Se tiverem qualquer dúvida de como fazer para rodar, não deixem de entrar em contato comigo!

Cenário: ler tweets do Twitter utilizando um container Docker, implantado numa máquina no GCE (Google Compute Engine) ou num cluster de containers no GKE (Google Container Engine) e ter atualizações em real-time numa aplicação web feita com Polymer e numa aplicação Android.

Apresentação: https://goo.gl/u17GEG
Código no github: https://github.com/dviveiros/firebase-gcp e https://github.com/dviveiros/firebase-android-demo

Abraços!

Windows Server em GA na GCP

Depois de um período em alpha e beta, os servidores Windows estão finalmente em GA (General Availability, disponível de modo definitivo, com SLA, suporte etc) na Google Cloud Platform (GCP). Apesar de eu nunca ter sido fã de Windows, nem no desktop nem muito menos para servidores, acho que é um passo de vital importância para consolidar a oferta de IaaS da Google.

Há um tempo eu comentei que IaaS é commodity, e reforço minha posição aqui. O anúncio das máquinas Windows na nuvem da Google fecha talvez o único gap realmente relevante que faltava na oferta da empresa. Fico ansioso de ver as novidades onde eu acredito que esses fornecedores vão poder se destacar: serviços gerenciados. Espero em breve escrever sobre novidades no App Engine por aqui 😉

Veja mais em: http://googlecloudplatform.blogspot.com.br/

Abraços!

IaaS é commodity. Qual o real benefício da nuvem?

No dia 16/06 aconteceu o Google Next – evento sobre Google Cloud Platform (GCP) – em várias cidades como Nova Iorque, Tokyo e São Francisco com live stream para o mundo inteiro. O keynote foi bem interessante e me fez refletir sobre o ponto que estamos no assunto cloud computing e o que esperar do futuro próximo. Compartilho abaixo algumas das  minhas reflexões:

1. Acabou o medo de se adotar infraestruturas e plataformas em nuvem

Pelo menos para cenários como hospedagem de aplicações não-críticas, campanhas de marketing, big data ou aplicações digital / mobile. Há mais de 5 anos trabalhando quase que exclusivamente com o assunto, é nítida para mim a diferença de comportamento e aceitação de empresas de todos os tamanhos com o assunto. Hoje eu vejo empresas de todos os tamanhos e nacionalidades tratando o assunto com total naturalidade. A exceção acontece em alguns poucos segmentos mais conservadores ou fortemente regulados, mas mesmo assim movimentos significativos já acontecem em setores financeiros e farmacêuticos, por exemplo.

2. IaaS está se tornando commodity

Principalmente se considerarmos os principais provedores mundiais de nuvem. E commodity no sentido mais puro da palavra: pouca diferenciação por valor agregado e maior diferenciação por preço. Apesar do entusiasmo das empresas ao moverem os seus primeiros sistemas para um servidor rodando na nuvem, elas estão apenas no primeiro passo da jornada. Cada dia mais, a decisão de adotar GCP, AWS ou Azure – para IaaS – se parece com a decisão de ter um chip Vivo, Claro ou TIM. Algumas diferenças aqui e ali em termos de funcionalidades, mas condições comerciais e preços acabam sendo os principais fatores de decisão.

3. A diferenciação em potência de 10 acontece com serviços gerenciados

O salto de 10x de agilidade e agressividade de posicionamento digital vai acontecer para os que souberem fazer o melhor uso dos serviços gerenciados em nuvem. São eles que vão permitir criar coisas incríveis como aplicações com escalabilidade infinita em semanas, analisar e gerar insights a partir de volumes estrondosos de dados, manter sincronização real-time entre dispositivos etc, tudo isso com foco apenas em desenvolvimento. Isso significa colocar o foco e energia da sua empresa no local correto: gerar valor. E não em complexas arquiteturas lógicas e de infraestrutura. E aqui teremos um dilema que as empresas vão precisar lidar: vendor lock-in. Serão 3 opções:

IaaS para ter total controle com menor produtividade de desenvolvimento e maior custo de gerenciamento e operações;
PaaS e Serviços Gerenciados para ter maior produtividade e agilidade, muitas vezes sem necessidade de investimento em operações, utilizando soluções e arquiteturas definidas pelo provedor (vendor lock-in);
CaaS (Containers-as-a-Service) para ficar no meio termo, conciliando controle e abstração de ambiente de execução e escalabilidade. Por enquanto, tecnologia ainda amadurecendo;

Meu palpite é que grandes empresas vão considerar as três opções e decidir a melhor sob demanda.

E a Google Cloud Platform nesse cenário?

Vejo com bastante entusiasmo a posição atual da GCP nesse cenário desenhado. O evento “NEXT” mostrou como empresas como JDA e PwC estão adotando a plataforma no mundo corporativo com sucesso. Depoimentos de executivos dessas empresas deixaram clara a consistência de performance, escalabilidade e segurança da plataforma. E o mais interessante é que a GCP possui ofertas para todos os cenários que mencionei:

IaaS com Google Compute Engine: para hosting de aplicações legadas ou novos desenvolvimentos que demandem maior controle de código e infra;
PaaS com Google App Engine: para sistemas com alta-disponibilidade e escalabilidade e foco em produtividade e desenvolvimento;
Containers com Google Container Engine e Kubernetes: para criação e gerenciamento de cluster de conteineres;
Big Data com Big Query, Cloud Storage, Dataflow, Pub-sub etc: serviços gerenciados para processar, armazenar e analisar altos volumes de dados em tempo real;
Firebase e Cloud endpoints: para criar aplicações móveis utilizando serviços em nuvem e com sincronização em tempo real de todos os dispositivos conectados;

O distanciamento com relação a concorrentes vai acontecer para quem conseguir explorar ao máximo o que as plataformas de nuvem têm a oferecer. E principalmente para quem explorar os serviços gerenciados oferecidos por estas plataformas. Como disse o executivo da PwC no evento: “_Google is the original cloud company_”. Eu concordo. Na minha visão, a Google lidera indiscutivelmente em visão e execução de entrega destes serviços.