IaaS é commodity. Qual o real benefício da nuvem?

No dia 16/06 aconteceu o Google Next – evento sobre Google Cloud Platform (GCP) – em várias cidades como Nova Iorque, Tokyo e São Francisco com live stream para o mundo inteiro. O keynote foi bem interessante e me fez refletir sobre o ponto que estamos no assunto cloud computing e o que esperar do futuro próximo. Compartilho abaixo algumas das  minhas reflexões:

1. Acabou o medo de se adotar infraestruturas e plataformas em nuvem

Pelo menos para cenários como hospedagem de aplicações não-críticas, campanhas de marketing, big data ou aplicações digital / mobile. Há mais de 5 anos trabalhando quase que exclusivamente com o assunto, é nítida para mim a diferença de comportamento e aceitação de empresas de todos os tamanhos com o assunto. Hoje eu vejo empresas de todos os tamanhos e nacionalidades tratando o assunto com total naturalidade. A exceção acontece em alguns poucos segmentos mais conservadores ou fortemente regulados, mas mesmo assim movimentos significativos já acontecem em setores financeiros e farmacêuticos, por exemplo.

2. IaaS está se tornando commodity

Principalmente se considerarmos os principais provedores mundiais de nuvem. E commodity no sentido mais puro da palavra: pouca diferenciação por valor agregado e maior diferenciação por preço. Apesar do entusiasmo das empresas ao moverem os seus primeiros sistemas para um servidor rodando na nuvem, elas estão apenas no primeiro passo da jornada. Cada dia mais, a decisão de adotar GCP, AWS ou Azure – para IaaS – se parece com a decisão de ter um chip Vivo, Claro ou TIM. Algumas diferenças aqui e ali em termos de funcionalidades, mas condições comerciais e preços acabam sendo os principais fatores de decisão.

3. A diferenciação em potência de 10 acontece com serviços gerenciados

O salto de 10x de agilidade e agressividade de posicionamento digital vai acontecer para os que souberem fazer o melhor uso dos serviços gerenciados em nuvem. São eles que vão permitir criar coisas incríveis como aplicações com escalabilidade infinita em semanas, analisar e gerar insights a partir de volumes estrondosos de dados, manter sincronização real-time entre dispositivos etc, tudo isso com foco apenas em desenvolvimento. Isso significa colocar o foco e energia da sua empresa no local correto: gerar valor. E não em complexas arquiteturas lógicas e de infraestrutura. E aqui teremos um dilema que as empresas vão precisar lidar: vendor lock-in. Serão 3 opções:

IaaS para ter total controle com menor produtividade de desenvolvimento e maior custo de gerenciamento e operações;
PaaS e Serviços Gerenciados para ter maior produtividade e agilidade, muitas vezes sem necessidade de investimento em operações, utilizando soluções e arquiteturas definidas pelo provedor (vendor lock-in);
CaaS (Containers-as-a-Service) para ficar no meio termo, conciliando controle e abstração de ambiente de execução e escalabilidade. Por enquanto, tecnologia ainda amadurecendo;

Meu palpite é que grandes empresas vão considerar as três opções e decidir a melhor sob demanda.

E a Google Cloud Platform nesse cenário?

Vejo com bastante entusiasmo a posição atual da GCP nesse cenário desenhado. O evento “NEXT” mostrou como empresas como JDA e PwC estão adotando a plataforma no mundo corporativo com sucesso. Depoimentos de executivos dessas empresas deixaram clara a consistência de performance, escalabilidade e segurança da plataforma. E o mais interessante é que a GCP possui ofertas para todos os cenários que mencionei:

IaaS com Google Compute Engine: para hosting de aplicações legadas ou novos desenvolvimentos que demandem maior controle de código e infra;
PaaS com Google App Engine: para sistemas com alta-disponibilidade e escalabilidade e foco em produtividade e desenvolvimento;
Containers com Google Container Engine e Kubernetes: para criação e gerenciamento de cluster de conteineres;
Big Data com Big Query, Cloud Storage, Dataflow, Pub-sub etc: serviços gerenciados para processar, armazenar e analisar altos volumes de dados em tempo real;
Firebase e Cloud endpoints: para criar aplicações móveis utilizando serviços em nuvem e com sincronização em tempo real de todos os dispositivos conectados;

O distanciamento com relação a concorrentes vai acontecer para quem conseguir explorar ao máximo o que as plataformas de nuvem têm a oferecer. E principalmente para quem explorar os serviços gerenciados oferecidos por estas plataformas. Como disse o executivo da PwC no evento: “_Google is the original cloud company_”. Eu concordo. Na minha visão, a Google lidera indiscutivelmente em visão e execução de entrega destes serviços.

One thought on “IaaS é commodity. Qual o real benefício da nuvem?

  1. Pingback: Windows Server em GA na GCP | Daniel Viveiros

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