Novas Arquiteturas Tecnológicas, Novas Arquiteturas de Negócio

Olá!

Há algum tempo, em uma reunião com um parceiro de negócio, eu ouvi uma frase que achei bem interessante no momento: “hoje nós temos disponíveis novas arquiteturas tecnológicas que permitem novas arquiteturas de negócio”. Nada mais verdadeiro! O mundo hoje passa por uma revolução tecnológica que ao meu ver é comparável com o que vimos com o surgimento da internet há alguns anos atrás. A diferença é que dessa vez a revolução não está apenas nos computadores pessoais, mas está em todos os lugares: computadores, smartphones, tablets, televisores ligados à internet etc.

Dentro desse cenário, me parece que as empresas devem fazer uma profunda reflexão sobre seus próprios processos de negócio. Alguns exemplos:

  • Uma pessoa dentro de uma loja com um smartphone consegue ver as características técnicas de um determinado produto, ver vídeos sobre ele, avaliar o preço em todos os concorrentes, saber o que falam sobre ele, perguntar nas suas redes sociais o que seus amigos recomendam… E o seu vendedor? Ele está pronto para lidar com tudo isso?
  • Hoje todos ficamos on-line muito mais tempo do que antes! Usamos redes sociais, ferramentas de mensagens instantâneas etc. Faz algum sentido uma empresa ainda trabalhar com formulários de papel, enviados pelo correio ou mesmo, sendo mais arrojado, disponibilizar um telefone para você se comunicar com ela?
  • Hoje é possível ter vídeos de marketing, folder de produtos, agenda de visitas compartilhadas e muito mais, na nuvem, e acessíveis através de qualquer tipo de dispositivo. O que a sua força de vendas possui de ferramentas para ir para o campo? Material estático? Papel?

Isso sem falar em novos negócios digitais que colocam em xeque modelos inteiros de negócios antigos. Um exemplo básico é uma locadora de DVDs. Como vai conseguir sobreviver no longo prazo com concorrentes como uma Netflix (que está chegando ao Brasil!), por exemplo? Alguém vai querer ir até uma locadora podendo acessar o filme direto da sua TV e pagando muito menos por isso? Antigamente para se conseguir esse tipo de arquitetura tecnológica era preciso muito investimento inicial e assumir muito risco para montar um novo negócio digital. Com cloud computing, é necessário uma boa idéia e um investimento 90% mais baixo (ver artigo: http://www.businessinsider.com/understanding-changes-in-the-software-and-venture-capital-industries-2011-6#ixzz1QhH29DXO).

Existe um cenário cheio de oportunidades… e ameaças. Inovação parece ser palavra chave para diferenciação ou mesmo sobrevivência no mundo corporativo. Ela não vem de graça, é preciso no mínimo espaço mental (quem gasta muita energia apenas para manter a máquina girando não consegue e muitas vezes possui aversão a inovação) e promover colaboração dentro da empresa (existe uma correlação direta entre inovação e colaboração entre os funcionários). Sugiro pensar em como enxugar e simplificar seus processos de TI e implantar um ambiente colaborativo dentro da sua empresa.

Até mais!
Daniel V.

Google Prediction API: novas possibilidades…

Olá!

Uma das coisas mais bacanas de cloud computing é poder utilizar serviços prontos que são extremamente interessantes. Um desses serviços é o Google Prediction API. Trata-se de um algoritmo de máquina de aprendizado (learning machine algorithm) que pode ser utilizado para fazer predições. Vamos dar uma olha o que é isso na prática.

Quando a Google apresenta esse serviço, ela dá o seguinte exemplo: ela envia um texto em inglês para a API e diz que o texto está em “inglês”. Depois, pega um texto em português e diz que o texto está em “português”. Depois de algumas vezes alimentando o processo, é possível pegar um texto qualquer (em inglês ou português, logicamente) e perguntar para o serviço: em que lingua está esse texto? E ele devolve o resultado correto para vocês.

À primeira vista pode não parecer nada extraordinário, mas é preciso pensar nas possibilidades. Por exemplo: imagina que você está desenvolvendo um site de e-commerce. A cada nova compra, você pode alimentar o mecanismo passando todos os dados do usuário (idade, endereço, sexo etc) e os produtos que ele comprou. Quando um usuário qualquer logar no sistema, será possível perguntar à API quais são os produtos que esse usuário se interessaria em comprar. Outro exemplo pode ser em um sistema de logística. Utilizando os dados da rota e alimentando com os problemas que foram encontrados nessa rota, será possível avaliar os riscos de uma determinada entrega no momento da criação de uma nova rota.

Trazendo esse tipo de possibilidade para o seu consciente, é possível pensar em várias possibilidades para vários sistemas. Formalmente, a Google coloca as seguintes possibilidades:

  • Sistemas de recomendação
  • Detecção de SPAM
  • Análise de sentimento de cliente
  • Oportunidades de marketing, up e cross-selling
  • Decisão de roteamento de mensagens
  • Diagnóstico
  • Classificação automática de documentos e e-mails
  • Identificação de atividades suspeitas
  • Análise de churn
  • Identificação de linguagem
  • etc
Mais informações em: http://code.google.com/apis/predict/
Abraços!